{"id":1939,"date":"2024-04-28T19:34:45","date_gmt":"2024-04-28T22:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/?p=1939"},"modified":"2024-04-28T19:34:46","modified_gmt":"2024-04-28T22:34:46","slug":"como-as-redes-4g-e-5g-estao-chegando-as-regioes-agricolas-remotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/como-as-redes-4g-e-5g-estao-chegando-as-regioes-agricolas-remotas\/","title":{"rendered":"Como as redes 4G e 5G est\u00e3o chegando \u00e0s regi\u00f5es agr\u00edcolas remotas"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O ritmo de expans\u00e3o dessa infraestrutura pelo pa\u00eds, no entanto, precisa ser ainda maior<\/h3>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de Caconde, a 290 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo, \u00e9 um dos maiores polos de plantio de caf\u00e9 no pa\u00eds. Localizado na sinuosa regi\u00e3o da Serra da Mantiqueira, tem uma topografia ideal para o desenvolvimento dos arbustos frut\u00edferos, que crescem melhor em altitudes elevadas. At\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, no entanto, essa caracter\u00edstica mantinha os produtores da regi\u00e3o isolados. Sem contar com infraestrutura de internet, eles sofriam para acessar sites ou usar dispositivos que necessitam de boa conex\u00e3o. Foi s\u00f3 em 2018 que as primeiras antenas come\u00e7aram a chegar \u00e0 cidade. Em 2020, com a pandemia impulsionando a comunica\u00e7\u00e3o digital, o processo de instala\u00e7\u00e3o de torres ganhou f\u00f4lego. Atualmente, Caconde faz parte do projeto conhecido como Semear Digital, criado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) para aumentar a conectividade em \u00e1reas rurais. \u201cO programa colocou a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de Caconde no mapa\u201d, afirma o cafeicultor Ademar Pereira, presidente da cooperativa agropecu\u00e1ria do munic\u00edpio. De acordo com ele, a internet ajudou a dar escala ao agro local, al\u00e9m de ter estimulado o uso de novas tecnologias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/abre.ae\/visao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"728\" height=\"90\" src=\"https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/a-sua-liberdade-alcance.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1658\" srcset=\"https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/a-sua-liberdade-alcance.jpg 728w, https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/a-sua-liberdade-alcance-300x37.jpg 300w, https:\/\/www.emersonbrito.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/a-sua-liberdade-alcance-696x86.jpg 696w\" sizes=\"(max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais como o Brasil, poucos desafios s\u00e3o t\u00e3o urgentes para o agroneg\u00f3cio quanto o de aumentar os \u00edndices rurais de conectividade. Apesar dos avan\u00e7os registrados nos \u00faltimos anos, eles permanecem baixos. De acordo com o indicador de conectividade rural (ICR), lan\u00e7ado h\u00e1 alguns dias pela associa\u00e7\u00e3o ConectarAGRO, apenas 19% da \u00e1rea rural brasileira tem cobertura de internet 4G ou 5G \u2014 a pesquisa n\u00e3o contabiliza conex\u00f5es 2G e 3G por consider\u00e1-\u00adlas tecnologias em decl\u00ednio e com capacidade de tr\u00e1fego de dados muito limitada. O indicador ainda mostra que a maioria das fazendas com acesso a internet est\u00e1 no Sul e no Sudeste do pa\u00eds. \u201cNo Sul, as propriedades costumam ser pequenas e estar perto das cidades, o que facilita em termos de infraestrutura\u201d, diz Anselmo del Toro, vice-presidente da ConectarAGRO. \u201cJ\u00e1 regi\u00f5es do Centro-\u00adOeste e Norte do pa\u00eds possuem \u00e1reas maiores para popula\u00e7\u00f5es menores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma for\u00e7a econ\u00f4mica do Brasil, o agroneg\u00f3cio depende cada vez mais de boas redes de internet para desfrutar das extraordin\u00e1rias oportunidades trazidas pela nova era digital. \u00c9 a conectividade que permite o uso de tecnologias inovadoras, como drones que mapeiam lavouras, rob\u00f4s pulverizadores, equipamentos port\u00e1teis de an\u00e1lise do clima ou tratores aut\u00f4nomos controlados por intelig\u00eancia artificial, entre muitas outras. Sem ela, os dispositivos n\u00e3o se comunicam entre si e ficam impossibilitados de compartilhar dados ou at\u00e9 mesmo de operar. Isso imp\u00f5e uma barreira que, afinal, diminui os \u00edndices de produtividade das \u00e1reas agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/GettyImages-1496812456.jpg.jpg?quality=90&amp;strip=info&amp;w=1024&amp;crop=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para tornar vi\u00e1veis projetos fora das cidades, as operadoras t\u00eam apostado em novas estruturas econ\u00f4micas. A Tim, uma das apoiadoras da ConectarAGRO, trabalha em parceria com grandes produtores rurais, que pagam pela instala\u00e7\u00e3o das antenas em suas propriedades. Em terras de 20\u2009000 a 30\u2009000 hectares, que s\u00e3o os focos do projeto, a instala\u00e7\u00e3o de estruturas de rede 4G custa em torno de 500\u2009000 reais e leva de tr\u00eas a cinco anos para ser conclu\u00edda. \u201cSe us\u00e1ssemos o nosso modelo tradicional de neg\u00f3cios, n\u00e3o funcionaria\u201d, afirma Paulo Humberto Gouvea, diretor de Solu\u00e7\u00f5es Corporativas da Tim Brasil. Em uma fazenda modelo em \u00c1gua Boa, no Mato Grosso, a Tim calcula que a chegada da internet aumentou a safra em 18% e reduziu o uso de combust\u00edveis em 10%. A Vivo, outra apoiadora da ConectarAGRO, afirma ter investido 9 bilh\u00f5es de reais em 2023 para sua amplia\u00e7\u00e3o cobertura, mercado que avalia ter enorme potencial de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do 5G no campo fica no radar das companhias \u2013 mas parece um futuro ainda distante. Mesmo entre as cidades brasileiras, a penetra\u00e7\u00e3o da tecnologia ainda \u00e9 limitada: segundo um levantamento d0 Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (Conexis), apenas 7,16% dos munic\u00edpios atualizaram suas leis de antenas locais para adotar o 5G. Por ora, no entanto, o 4G tem se mostrado suficiente para as opera\u00e7\u00f5es do agro. \u201cO caminho para uma opera\u00e7\u00e3o baseada em 5G \u00e9 natural, por\u00e9m a rede 4G entregue na frequ\u00eancia de 700Mhz se mostra condizente e eficaz nas necessidades do setor\u201d, afirma Adriano Pereira, diretor de Solu\u00e7\u00f5es, Parcerias e Inova\u00e7\u00e3o da Vivo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_4481975\"><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/GettyImages-1128102492.jpg.jpg?quality=90&amp;strip=info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/GettyImages-1128102492.jpg.jpg?quality=90&amp;strip=info&amp;w=1024&amp;crop=1\" alt=\"VIS\u00c3O DO ALTO -\u2002Drones: aparelhos voadores s\u00e3o usados para mapear planta\u00e7\u00f5es\" class=\"wp-image-4481975\" title=\"Farmer spraying his crops using a drone\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">VIS\u00c3O DO ALTO -\u2002Drones: aparelhos voadores s\u00e3o usados para mapear planta\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>(\/\/Getty Images)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o em alta s\u00e3o as redes n\u00e3o terrestres (NTN, na sigla em ingl\u00eas), baseadas em sistemas de comunica\u00e7\u00e3o via sat\u00e9lite. A mais famosa delas \u00e9 a Starlink, subsidi\u00e1ria da empresa americana de foguetes SpaceX, de Elon Musk. No Brasil, seu equipamento custa 2\u2009000 reais, com mensalidade de 184 reais. Nesse caso, o apelo est\u00e1 em levar internet para regi\u00f5es afastadas e sem nenhuma infraestrutura, que dependeriam de grandes projetos para acessar redes 4G. \u201cN\u00e3o consideramos essas novas tecnologias como concorrentes\u201d, diz Del Toro, da ConectarAGRO, que mira em levar redes 4G \u00e0s propriedades. \u201cQualquer modelo \u00e9 apenas o meio para um fim, que \u00e9 o de conectar m\u00e1quinas e pessoas no campo.\u201d Isso \u00e9 \u00f3timo para os produtores, mas melhor ainda para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <strong><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/como-as-redes-4g-e-5g-estao-chegando-as-regioes-agricolas-remotas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Veja Neg\u00f3cios<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/GettyImages-1496812456.jpg.jpg?quality=90&amp;strip=info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ritmo de expans\u00e3o dessa infraestrutura pelo pa\u00eds, no entanto, precisa ser ainda maior O munic\u00edpio de Caconde, a 290 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo, \u00e9 um dos maiores polos de plantio de caf\u00e9 no pa\u00eds. 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