Serviço do governo federal não tem opção para reverter bloqueio, mas acesso a contas e aparelhos pode ser normalizado ao entrar em contato com cada banco e operadora.

Celular Seguro, aplicativo com o qual governo quer inibir roubos de smartphones — Foto: Reprodução

O Celular Seguro, serviço do governo federal para inibir roubos de smartphones, permite emitir alertas para bloquear seus aparelhos e suas contas de banco. Mas, depois da notificação, pode ser preciso acionar parceiros do programa para normalizar os acessos.

Isso porque, depois do alerta, alguns bancos bloqueiam os acessos por qualquer dispositivo móvel. E, mesmo com os bancos que restringem somente o aparelho citado na notificação, usuários podem ter que pedir a liberação se recuperarem o aparelho ou se tiverem feito o bloqueio por engano.

As principais operadoras também exigem a verificação de documentos para permitir que o dono do celular bloqueado volte a usar o aparelho para fazer ligações. Confira abaixo o que cada parceiro do Celular Seguro exige para desfazer o bloqueio.

Bancos

O tipo de bloqueio feito varia de acordo com o banco.

Banco do BrasilItaú e Sicoob informaram ao g1 que só impedem o acesso no dispositivo roubado ou perdido. Já Banco InterBradescoBTG Pactual e XP Investimentos disseram que impedem o acesso em todos os aparelhos do usuário. Os outros bancos não explicaram que tipo de bloqueio realizam.

Veja abaixo onde solicitar a recuperação do acesso aos aplicativos.

Banco do Brasil: em agências, em salas de autoatendimento ou, para clientes BB Code, no internet banking.

Banco Inter: no próprio aplicativo, ao clicar em “Esqueci minha senha”, seguir instruções para provar identidade e criar nova senha. Com o novo acesso, é preciso desbloquear os cartões em suas abas correspondentes no aplicativo.

Banco PAN: no aplicativo, ao realizar a autenticação por biometria facial.

Bradesco: no aplicativo, ao acessar a função “Chave de Segurança” e, em seguida, “Ativar nova chave” por meio da biometria facial. Procedimento também pode ser feito em caixas eletrônicos Bradesco ou Rede 24h, na função “Ativação Chave de Segurança no celular” com uso da digital, ou com a ajuda de funcionários em uma agência física.

BTG Pactual: no aplicativo, ao digitar CPF e senha e ativar o token, com confirmação por biometria facial e preenchimento de códigos de autenticação.

Itaú: no aplicativo, ao desbloquear a senha e habilitar novamente o iToken, por meio de autenticação via biometria facial. Na carteira digital, é preciso entrar em contato com as centrais de atendimento e solicitar uma 2ª via, mediante confirmações de autenticidade.

Santander: por meio de canais de atendimento do banco, ao realizar formalmente a solicitação pelo desbloqueio.

Sicoob: o cooperado deve entrar em contato com a sua cooperativa e solicitar a execução após recuperar o celular que foi perdido/roubado.

XP Investimentos: via formulário disponibilizado no atendimento ao cliente. O desbloqueio pode ser confirmado em até um dia útil e permite que o cliente volte a acessar o app e a emitir cartões com a verificação por biometria.

Banco Safra, a Caixa e o Sicredi foram procurados pelo g1, mas não informaram o que seus clientes devem fazer para desbloquearem suas contas.

Operadoras

Claro, a Vivo e a Algar Telecom informam que, para solicitar o desbloqueio, o cliente deve ir a uma loja física e apresentar documento com foto e nota fiscal da compra do celular.

No caso da TIM, além das lojas físicas, é possível solicitar que o aparelho seja desbloqueado por meio de canais virtuais, como central telefônica, chat e aplicativo. Informações sobre canais de atendimento podem ser encontradas no site de cada empresa.

Balanço do Celular Seguro

Segundo o Ministério da Justiça, entre 19 de dezembro de 2023 e 19 de janeiro de 2014, a ferramenta de serviços contabilizou:

Ao menos 22% de todos os usuários não cadastraram nenhum celular. O número baixou em comparação a dezembro de 2023, quando a porcentagem era de 30%.

Fonte: G1